Lixo e economia


Lixo e crise: De onde vem o problema?
Tem-se comentado sobre as vantagens da reciclagem em todo o país, fato claro, de responsabilidade da mídia mesmo que não seja de sua responsabilidade. A reciclagem passou a ser a moda dos últimos anos em função das discussões acerca das conferências para o Meio Ambiente das Nações Unidas. Além do mais, tornou-se termo generalizador de práticas de destinação alternativa do lixo. Generalizações levam a equívocos no que tange a devida compreensão do assunto em destaque.
A discussão que está em curso, na verdade, é outra. A reciclagem como forma de colaboração na defesa do meio ambiente, no aumento da vida útil de aterros sanitários ou mesmo na colaboração financeira das famílias que passaram a utilizar desse artifício para sobreviver. Pergunta-se sobre os motivos dessas discussões e cogitações que, agora, tem trago reflexões acerca da reciclagem como promotora de efetivo desenvolvimento das atividades acerca da destinação dos resíduos urbanos.
A preocupação parte, de novo, de questões econômico-financeiras da atualidade. O sistema capitalista tem apresentado uma série de crises que tem colocado em cheque a estabilidade tão sonhada pelas atuais chefias de governo e de Estado. Em um passado bem próximo se viu a crise imobiliária, a crise das invasões ao Oriente Médio, a crise asiática, a crise das economias européias, americanas, africanas... enfim, uma nova crise econômica de caráter global e, claro que afeta a todos. Além das preocupações com inflação, entrada e saída de investimentos, empregos/desempregos dentre outros vem à tona detalhes que pouco se imaginava serem afetados. O exemplo a ser citado é o comércio de materiais recicláveis que além do fator social, trouxe a possibilidade de se estabelecer um incentivo às ações de sensibilização ambiental, racionalização do uso de recursos e colaboração na operação dos aterros. Isso permitiu que fosse estabelecida uma nova estrutura de comportamentos diante da necessidade de se pensar na sustentabilidade econômica, ambiental, social.
O fato é que como houve um conjunto de crises estado-nacionais espalhadas pelo mundo – observa-se aqui a questão da interdependência das economias e que os Estados Nacionais se tornaram dependentes dos fatores econômico-financeiros – e que as empresas passaram a adquirir parte de suas matérias-primas advindas da chamada reciclagem, com a crise foram forçadas a produzir bem menos do que normalmente produzem e, por isso, reduziram a compra de tais produtos oriundos da reciclagem. Quando não deixaram de comprar por inteiro, passaram a comprar por preços muito baixos tornando a catação dos materiais desinteressante.
Outrossim, é que se espera que haja a formação de associações de catadores locais para a sustentabilidade da atividade permitindo a salubridade mínima favorável a execução da atividade. Entretanto, há municípios que assim não fizeram o que tem levado à práticas favoráveis ao atravessador – pessoa que intermedeia as transações comerciais de materiais para a reciclagem entre o catador e o comprador/industriário e outros ficando o atravessador com o lucro – tornando o catador, mais uma vez o explorado da cadeia.
Por fim, dentre tantos meios para a constituição de uma estrutura que permita a sustentabilidade das populações que dependem da atividade catação de materiais para reciclagem, é preciso que se estabeleçam mais vias de uso para tais materiais e que a devida divulgação dos produtos e serviços possam acontecer.

Questões para reflexão:
1- Caracterize a crise econômica do período de 2010/2011.
2- Defina reciclagem.
3- Busque definir o que são processos de destinação alternativa mencionado no texto.
4- Defina o termo “lixo”.
5- De acordo com as prerrogativas da estatística, o que significa o termo “Moda”?
6- Com base no texto e em seus conhecimentos defina sustentabilidade.
7- De acordo com o texto e com o que você possa pesquisar sobre o assunto, diga quais são as origens para a redução na comercialização dos materiais para reciclagem.
8- Você concorda com o exposto no texto? Argumente.
9- Descreva as operações necessárias para a devida condução de aterros sanitários
10- Pesquise e relate as formas de aterros que são aceitas pela legislação e pela coerência sanitária.
11- Crie uma forma de uso para tais materiais.

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